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Sinto muito mesmo... o mundo não precisava de mais um incômodo desses... mas é só apertar no "x" no canto direito alto que tudo acaba...
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Quinta-feira, Novembro 13, 2008
Terça-feira, Agosto 26, 2008
Sexta-feira, Agosto 22, 2008
Quinta-feira, Agosto 21, 2008
Sexta-feira, Abril 18, 2008
Posted
10:52 AM
by TIAGO PERRETTO
Vivo!!!
Porém ultimanente postando apenas no site: www.ooze.com.br.
Visitem-no (se quiserem)!
Abraços!
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Quinta-feira, Março 20, 2008
Quarta-feira, Março 12, 2008
Posted
5:30 PM
by TIAGO PERRETTO
All hail the victorious dead!
Gygax chega para Deus e diz: "Ei, Deus, vamos jogar um rpg?"
Deus diz: "Claro, deixa eu pegar o meu Falkenstein."
"Falkenstein?!", surpreende-se Gygax, indignado por Ele usar outro jogo. "Por que não D&D?"
Deus responde: "Porque eu não jogo dados."
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E. Gary Gygax - 1938 - 2008
Sábado, Fevereiro 23, 2008
Posted
6:12 PM
by TIAGO PERRETTO
Se7e Contitos de Se7e Palavras
Adeus
Abraçou o caixão e sussurrou: "Não falei?"
Tantos
Acordou, encarou-se no espelho e refletiu: "Tantos..."
Amores
Ademais seus amores dividiam-na ao se multiplicarem.
Sem
Paroxismo terminal: não vivia sem, nem com.
Remorso
Arrependeu-se ao ouvir a sentença; não antes.
Afinal
Ao ver o fim, afinal, finalizou-o: FIM.
Foi-se
"Vá!", gritou. Permaneceu, mas o amor foi-se.
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Terça-feira, Fevereiro 12, 2008
Posted
2:14 AM
by TIAGO PERRETTO
Testamento
Fiz-me de tijolos cozidos pela dor na lúgubre olaria do passado, traçando minha história em suas paredes enegrecidas. A argila rubra - carmim como as pontas dos espinhos, pintadas assim pelo sangue que, em mim, não há mais - de meu ser endureceu junto ao coração, padecendo pelo ardor que não mais queima na tepidez da memória. Sequei sob o sol - brilhou? Oh, sim, mas pouco, tão pouco - as decepções de uma vida que arderam demais; e acabei por rachar em nada além do que fragmentos de esperanças: caíram, em verdade, por último; no entanto vieram por terra, carbonizadas, voltando às entranhas que lhes expeliram, porém não lhes ensinaram a andar.
Meus restos soezes, dispersos em montículos de ruínas, que o tempo arrasta sem dolência, levando-os para além do véu diáfano, além da bruma úmida de lágrimas - que por mim não se condoem - e túrgida de lamentos dissimulados, além da Luz, mas não para ela. Além. Enquanto o presente plange pelas mágoas que abandonei àqueles que, por mim, verteram apenas insultos.
À minha sombra seguirá o esquecimento - lesto para vir, eterno ao assentar-se; encontrará, no entanto, resistência no rancor para erigir sua morada. E nada sobrará afora uns poucos tijolos partidos, que as sarças cobrirão.
Isso porque, afinal, deixo a todos somente meus sentimentos.
Sepultura melhor eu não poderia esperar.
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Terça-feira, Janeiro 01, 2008
Posted
5:09 PM
by TIAGO PERRETTO
A Revolução dos Ponto-e-vírgulas
Eram duas horas de uma madrugada fria quando começou. Atacaram, por primeiro, as vírgulas, que tentaram resistir, mas o disfarce como vírgulas e pontos permitiu que se aproximassem sem serem detectadas e o alcance superior dos ponto-e-vírgulas deu a vantagem essencial nos combates ferrenhos que se seguiram. As vírgulas foram massacradas.
Na fúria sangrenta que a morte de suas mais odiadas inimigas provocou os ponto-e-vírgulas lançaram-se numa onda até as exclamações e, oh!, como elas gritaram antes de morrer! Algumas tentaram ser imperativas (ah! Que tolice!); foram quebradas ao meio.*
Sem perdão na alma revoltada os pontos-e-vírgulas partiram para cima das interrogações. A incompreensão nos olhos destas só foi superada pelos questionamentos: por quê? O que lhe fizemos? Foram as perguntas delas; completamente ignoradas. Perguntas agora só se terminadas em ponto-e-vírgulas. Foi o 1o Decreto; haveria outros.
Num ataque secreto cercaram os (parênteses) com [colchetes] numa caixa e os trancaram com {chaves}. Tudo foi enterrado entre dois pontos: que enfatizaram demais o que vinha a seguir e tornaram-se desprezíveis após as pauladas que levaram. Causou um horror ser par nem ímpar na Matemática e Ciências Aplicadas; os cálculos que antes davam dores de cabeça agora a sofreram.
Os travessões -- pelo seu tamanho -- deram mais trabalho. O jeito foi se calar sobre isso. Sem diálogo acabaram por morrer em desuso.
Quanto às reticências... melhor nem falar... terrível... terrível.
Com as aspas os ponto-e-vírgulas fizeram um tenso "armistício" onde um ficaria em cima e outro permaneceria embaixo. Enquanto cada um permanecesse na sua região haveria "paz".
Por fim o ponto final; como tinha que ser. Armaram a cena para um duelo que não ocorreu; aconteceu que o ponto final viu que estaria cometendo um semi-suicídio. Quando tentava fugir para o final foi parado pelos ponto-e-vírgulas; todos cegos pelo rancor. "Ponto-e-vírgula ou morte;;"; bradaram os ponto-e-vírgula. Acuados os pontos finais cederam e foram amalgamados às vírgulas que penavam nos cárceres; A revolução estava acabada e fortalecida e aos vencedores os espólios;
Pena para os ponto-e-vírgulas que tudo isto não durou mais que uma página nos livros de História;
*O terceiro ataque foi contra os asteriscos; Quiseram alegar serem apenas sinais gráficos; porém seu extermínio foi tão rápido que não passou de uma nota de rodapé;
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Feliz 2008!
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