Campos de Batalha

Quinta-feira, Novembro 13, 2008


RIO DE JANEIRO

Já faz um certo tempo que eu fui, mas a correria me impediu, com a truculência costumeira, de adicionar imagens antes. Assim, segue-se (lembrando que este ainda não é um foto-blogue, mas está por um fio):



Apartamento vista... favela.




Em algum lugar daí tem um pão-de-açúcar. E um cemitério. Conseguem encontrá-los?




Romanos rindo diante da crucificação do Redentor. Posteriormente ambos queimariam no inferno.




Arqueiro escocês treinando.




Deussss...

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Abraços!


Terça-feira, Agosto 26, 2008


BONITO 3

Mais fotos. Surpresos?



Então, aqui está! O momento que todos esperavam! E seu prêmio será... água.




Não parece, mas ele está se borrando de medo por causa da altura.




Apenas os capacetes brancos, manchados de sangue, foram encontrados.




Você consegue adivinhar qual dessas pessoas mijou no rio?




Verme branco considerado extinto é encontrado cantando numa cachoeira.

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Abraços!


Sexta-feira, Agosto 22, 2008


BONITO 2

Novas fotos. Apenas isso.



O importante é o caminho. Mesmo que ele seja de terra.




Não há vencedores na guerra. Só pessoas molhadas.




Gado Neoprenus stupidus pouco antes de ser abatido para ter a pele azul retirada e adicionada às demais.




Elaborada montagem para mostrar de onde pulei, posto que não há registros fotográficos deste momento.




Vendo cachoeira de água calcária por preço de ocasião.

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Na próxima? Isso mesmo, mais fotos.

Abraços!


Quinta-feira, Agosto 21, 2008


BONITO

Fiquei cinco dias em Bonito-MS. As fotos falam por si só e, estranhamente, falam em itálico. Bizarro.




Um jacaré sendo incomodado por turistas com câmeras.




Pensando: "Deve haver lugares mais secos para sentar."




Na frente da Boca da Onça, que, por sinal, não tem bafo.




Alimentos ofertados ao Grande Deus Onça.




O novo Power Ranger verde.

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No próximo post: mais fotos, óbvio.

Abraços!


Sexta-feira, Abril 18, 2008


Vivo!!!

Porém ultimanente postando apenas no site: www.ooze.com.br.

Visitem-no (se quiserem)!

Abraços!


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Quinta-feira, Março 20, 2008


Feliz Páscoa!




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Abraços!


Quarta-feira, Março 12, 2008


All hail the victorious dead!

Gygax chega para Deus e diz: "Ei, Deus, vamos jogar um rpg?"

Deus diz: "Claro, deixa eu pegar o meu Falkenstein."

"Falkenstein?!", surpreende-se Gygax, indignado por Ele usar outro jogo. "Por que não D&D?"

Deus responde: "Porque eu não jogo dados."

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E. Gary Gygax - 1938 - 2008


Sábado, Fevereiro 23, 2008


Se7e Contitos de Se7e Palavras

Adeus
Abraçou o caixão e sussurrou: "Não falei?"

Tantos
Acordou, encarou-se no espelho e refletiu: "Tantos..."

Amores
Ademais seus amores dividiam-na ao se multiplicarem.

Sem
Paroxismo terminal: não vivia sem, nem com.

Remorso
Arrependeu-se ao ouvir a sentença; não antes.

Afinal
Ao ver o fim, afinal, finalizou-o: FIM.

Foi-se
"Vá!", gritou. Permaneceu, mas o amor foi-se.

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Terça-feira, Fevereiro 12, 2008


Testamento

Fiz-me de tijolos cozidos pela dor na lúgubre olaria do passado, traçando minha história em suas paredes enegrecidas. A argila rubra - carmim como as pontas dos espinhos, pintadas assim pelo sangue que, em mim, não há mais - de meu ser endureceu junto ao coração, padecendo pelo ardor que não mais queima na tepidez da memória. Sequei sob o sol - brilhou? Oh, sim, mas pouco, tão pouco - as decepções de uma vida que arderam demais; e acabei por rachar em nada além do que fragmentos de esperanças: caíram, em verdade, por último; no entanto vieram por terra, carbonizadas, voltando às entranhas que lhes expeliram, porém não lhes ensinaram a andar.

Meus restos soezes, dispersos em montículos de ruínas, que o tempo arrasta sem dolência, levando-os para além do véu diáfano, além da bruma úmida de lágrimas - que por mim não se condoem - e túrgida de lamentos dissimulados, além da Luz, mas não para ela. Além. Enquanto o presente plange pelas mágoas que abandonei àqueles que, por mim, verteram apenas insultos.

À minha sombra seguirá o esquecimento - lesto para vir, eterno ao assentar-se; encontrará, no entanto, resistência no rancor para erigir sua morada. E nada sobrará afora uns poucos tijolos partidos, que as sarças cobrirão.

Isso porque, afinal, deixo a todos somente meus sentimentos.

Sepultura melhor eu não poderia esperar.

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Terça-feira, Janeiro 01, 2008


A Revolução dos Ponto-e-vírgulas

Eram duas horas de uma madrugada fria quando começou. Atacaram, por primeiro, as vírgulas, que tentaram resistir, mas o disfarce como vírgulas e pontos permitiu que se aproximassem sem serem detectadas e o alcance superior dos ponto-e-vírgulas deu a vantagem essencial nos combates ferrenhos que se seguiram. As vírgulas foram massacradas.

Na fúria sangrenta que a morte de suas mais odiadas inimigas provocou os ponto-e-vírgulas lançaram-se numa onda até as exclamações e, oh!, como elas gritaram antes de morrer! Algumas tentaram ser imperativas (ah! Que tolice!); foram quebradas ao meio.*

Sem perdão na alma revoltada os pontos-e-vírgulas partiram para cima das interrogações. A incompreensão nos olhos destas só foi superada pelos questionamentos: por quê? O que lhe fizemos? Foram as perguntas delas; completamente ignoradas. Perguntas agora só se terminadas em ponto-e-vírgulas. Foi o 1o Decreto; haveria outros.

Num ataque secreto cercaram os (parênteses) com [colchetes] numa caixa e os trancaram com {chaves}. Tudo foi enterrado entre dois pontos: que enfatizaram demais o que vinha a seguir e tornaram-se desprezíveis após as pauladas que levaram. Causou um horror ser par nem ímpar na Matemática e Ciências Aplicadas; os cálculos que antes davam dores de cabeça agora a sofreram.

Os travessões -- pelo seu tamanho -- deram mais trabalho. O jeito foi se calar sobre isso. Sem diálogo acabaram por morrer em desuso.

Quanto às reticências... melhor nem falar... terrível... terrível.

Com as aspas os ponto-e-vírgulas fizeram um tenso "armistício" onde um ficaria em cima e outro permaneceria embaixo. Enquanto cada um permanecesse na sua região haveria "paz".

Por fim o ponto final; como tinha que ser. Armaram a cena para um duelo que não ocorreu; aconteceu que o ponto final viu que estaria cometendo um semi-suicídio. Quando tentava fugir para o final foi parado pelos ponto-e-vírgulas; todos cegos pelo rancor. "Ponto-e-vírgula ou morte;;"; bradaram os ponto-e-vírgula. Acuados os pontos finais cederam e foram amalgamados às vírgulas que penavam nos cárceres; A revolução estava acabada e fortalecida e aos vencedores os espólios;

Pena para os ponto-e-vírgulas que tudo isto não durou mais que uma página nos livros de História;




*O terceiro ataque foi contra os asteriscos; Quiseram alegar serem apenas sinais gráficos; porém seu extermínio foi tão rápido que não passou de uma nota de rodapé;


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Feliz 2008!


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